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Um Kobo Glo pra chamar de meu

E finalmente me rendi aos e-readers. Eu era uma das pessoas que achavam a ideia de substituir um livro físico por um aparelhinho simplesmente absurda (vulgo oldschool). Era uma louca com compulsão de comprar livros, e sempre que havia uma boa promoção, comprava em massa, mas lia menos do que conseguia comprar. Então chegou a um ponto em que minha casa ficou lotada e percebi que não poderia continuar alimentando esse vício. Sorte que a Submarino piorou em questão de preços, senão ainda estaria por aí arrematando mais livros e terminando de entupir minha casa.

Desde então passei a ler pelo aplicativo iBooks do iPhone pra dar conta de toda essa demanda que tive, já que conseguia ler em qualquer lugar, a qualquer hora e sob qualquer circunstância (no claro e no escuro). Os únicos pontos ruins eram: o tamanho da tela e o reflexo que cansava a visão muito facilmente. Assim, passei a considerar ter um e-reader. Li muitas resenhas e vi vários vídeos sobre diversas marcas durante muito tempo, e achei que o Kobo seria a melhor opção para mim. E um belo dia vejo uma promoção de 50% de desconto no Kobo Glo na Livraria Cultura. É claro que não pensei duas vezes antes de comprar. E os motivos foram:

1. O Kobo Glo é muito leve
O e-reader pesa 185g e é quase nada na sua mão. Um livro de 500 páginas pesa um pouco mais que 3 vezes isso (tem cerca de 600g), e como vivo com a mochila da faculdade pesada (que até me rende umas dores), fica super inviável eu carregar mais esse peso por todo o campus.

2. A leitura é muito confortável
Diferente de um tablet ou celular, a leitura no Kobo é muito confortável. Ele imita páginas de um livro de verdade a partir de uma tecnologia chamada e-ink, e o reflexo da tela é quase nulo. Assim a vista cansa bem menos. Além disso, o material de revestimento do aparelho é muito suave e não cansa de ficar segurando, como um tablet, por exemplo.

3. Permite ler no escuro
Eu não sei vocês, mas eu tenho o péssimo hábito de ficar lendo no escuro, até porque sou uma pessoa de hábitos noturnos. As vezes pegava uma lanterna e colocava do lado da cama para ler o livro, ou então lia pelo celular com o brilho no mínimo, e mesmo assim a luz era berrante. E com o Kobo Glo posso ler tranquilamente, sem ter que fazer gambiarra ou ter minha visão ofuscada.

4. Economia
Este é o principal motivo de eu ter investido no Kobo. Considerando que paguei 249 dilmas no e-reader, daria cerca de 10 livros de 25 reais. E considerando que sou uma universitária, mal cobriria um livro da faculdade, hahaha. Sem contar o tanto de xerox que irei poupar até eu me formar. É de se pensar, não é mesmo?

Além de todos esses pontos, também preciso ressaltar que a bateria dele dura horrores. De verdade. Mesmo com a iluminação ligada. Porém não com o wi-fi ligado, o que eu acho perdoável, até porque a função principal do Kobo não é navegar na internet (sim, tem navegador). Ele também conta com joguinhos, como xadrez e sudoku, o que é bem legal para se distrair as vezes.

Sobre os formatos aceitados, estes são: .epub, .pdf e .mobi para formato de livros; .jpeg, .gif, .png e .tiff para imagens; .txt, .html, .xhtml e .rtf para formato de texto; .cbz e .cbr para quadrinhos. O fato de aceitar .epub foi o principal motivo de eu ter escolhido um Kobo e não um Kindle, já que este não aceita o formato. Li que para ler PDFs no Kobo é melhor, mas de qualquer forma acaba sendo meio desconfortável porque ele não é tão fácil de ser lido/folheado e as vezes a sua resolução pode não ser muito boa.

O Kobo conta com um sistema de prêmios, que basicamente são conquistas que você ganha lendo mais e mais livros e compartilhando no Facebook. Estatísticas do livro que você está lendo no momento são calculadas, e você pode ver quanto tempo você gastou lendo-o, média de tempo que você vira as páginas, etc. E enquanto você lê, você pode facilmente consultar o significado de uma palavra, tocando e segurando em cima da palavra desejada. Também dá para procurar trechos, grifar e adicionar notas.

A Livraria Cultura foi muito rápida na entrega. Só que tive problemas com o site, que eu acho que é meio "bugado". A princípio eu tinha optado por um modelo na cor rosa e branca, porém ao finalizar a compra apareceu que havia comprado na cor preta, sendo que nem havia acessado a página deste. Para reafirmar que não estou louca, as vezes itens que nunca acessei aparecem no meu carrinho, coisas que nunca precisaria ou procuraria. Mas no fim, acabei ficando com o preto mesmo. Não sei se é só comigo que isso acontece, mas vai aí a dica para não dar nada errado. Nas mil resenhas que vi, li muitas críticas ruins sobre a Livraria Cultura, tanto quanto ao produto quanto ao atendimento. Se quiserem saber mais sobre, é só consultar o mestre Google.

Como boa leitora, não abandonei — e nem vou abandonar — os livros físicos. O cheiro e a sensação de pegá-los e folheá-los ainda é única. Mas creio que o mais importante é poder aproveitar a leitura da melhor maneira possível, seja ela física ou digital.

Foi só falar bem que acontece a minha pior experiência de consumo da vida. Meu Kobo Glo acabou quebrando com apenas 2 meses de uso e não teve solução: fiquem sem ebook reader, sem reembolso ou qualquer outra medida para contornar minha imensa insatisfação como consumidora. E nem tinha acabado de pagar todas as parcelas. Depois de muita revolta, resolvi investir num Kindle Paperwhite, que é similar ao meu falecido Kobo Glo. Estou analisando minha experiência com ele, e mais tarde volto com uma resenha e comparação entre os dois aparelhos.

Resenha: Olho por Olho, de Jenny Han e Siobhan Vivian
Resenha: O Livro dos Espelhos, de E. O. Chirovici
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Novos horizontes

Já estava mais do que na hora de ter meu próprio espacinho nesse mundo blogueiro. Depois de mais de 8 anos vivendo e migrando de servidores gratuitos e subdomínios, decidi guardar uns trocadinhos para...
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