Pássaros Feridos

Resenha: Objetos Cortantes, de Gillian Flynn


Livro: Objetos Cortantes
Autor(a): Gillian Flynn
Gênero: Thriller psicológico, Suspense
Editora: Intrínseca
Páginas: 254
Onde comprar: Saraiva | Submarino | FNAC | Cultura
Nota: 5 Stars (5 / 5) +

Sinopse: "Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas."Skoob


Objetos Cortantes é o segundo livro da autora Gillian Flynn publicado pela Intrínseca no Brasil, sendo o livro de estreia da autora lá fora, nos States. Vocês provavelmente já devem ter ouvido falar de outra obra dela, o Garota Exemplar, que virou filme ano passado (produzido pelo incrível David Fincher), foi indicado a muitos prêmios e é um dos meus títulos preferidos da vida. Pois bem. Objetos Cortantes tem a mesma proposta tensa, carregada e sombria do livro que trouxe sucesso a autora, e é por isso que acho que a obra promete muito.

O livro conta sobre a história de Camille Preaker, uma repórter de um jornal sem reconhecimento de Chicago, que há pouco havia sido internada num hospital psiquiátrico para tratar sua tendência um tanto quanto peculiar de automutilação. Suas marcas não eram simples cortes, eram palavras estrategicamente pensadas para caber na área da sua pele pretendida. Camille é enviada pelo seu chefe para sua cidade natal, a pequena Wind Gap, afim de coletar informações para uma matéria. Sua missão: desvendar os mistérios obscuros que envolvem o assassinato de uma garotinha e o desaparecimento de outra. Daí já dá pra ter uma ideia de quanto suspense e reviravoltas vão aparecer daqui pra frente, não é?

Como se trata de um thriller psicológico, todos os personagens possuem traços muito marcantes e característicos (percebi que esse é inclusive um ponto forte muito positivo da autora). E durante a leitura eu só conseguia classificá-los em dois grupos: os que com certeza são suspeitos e os que definitivamente não tem nada a ver com a paçoca. Mas não deixe se enganar por suas aparências, parece que todos ali escondem segredos obscuros, e é isso o mais instigante do livro. Você quer descobrir com Camille o que está acontecendo naquela cidadezinha.

E Camille, a protagonista, também tem seus problemas pessoais pra tratar durante sua passagem pela sua cidade natal. Cresceu numa família ausente, sua irmã havia morrido jovem e deixado uma lacuna muito grande em sua vida. Durante a estadia na casa de sua mãe, que não via há muito tempo, parece que tudo veio à tona. A situação parecia pior com uma meia-irmã para dividir o espaço familiar.

Antes de ler Objetos Cortantes estava com um pé atrás pelo simples fato de ser o livro de estreia da escritora, confesso. Sabemos que para aprimorar a escrita leva certo tempo, requer muito treino para desenvolver seu próprio estilo, etc. Então esperava que fosse só mais um livro "ok". Mas não. Gillian Flynn demonstrou seu talento já desde seu primeiro livro, e olha, destruiu tudo.

Quando li e vi Garota Exemplar não pude deixar de pensar que a autora tinha uma mente um tanto quanto "esquisita" por conta dos acontecimentos violentos e bizarros do livro. Tal pensamento voltou em minha mente quando terminei este livro, mas este fato é só seu talento se ressaltando novamente, principalmente por suas habilidades associadas a sua carreira e experiências, já que trabalhou como crítica de TV e jornalista (queria seguir carreira assim como a Camille) antes de se tornar propriamente uma escritora.

Só digo que, oficialmente, Gillian Flynn está na minha lista de escritoras favoritas. Considerava desde o primeiro livro que havia lido, mas agora está comprovado seu real talento. Lacrou! Agora estou desejando muito Lugares Escuros, espero poder ler logo!

Resenha: O Livro dos Espelhos, de E. O. Chirovici
Resenha: Confissões de Uma Garota Excluída, Mal-Amada e (Um Pouco) Dramática, de Thalita Rebouças
Cinema: o que achei de La La Land?

1 comentário
  • Clay

    A única experiência que tive com a autora, foi em Garota Exemplar e eu amei *_*
    Ainda quero ler esse <3

    Responder