Pássaros Feridos

Resenha: Garota, Interrompida, de Susanna Kaysen

Livro: Garota, Interrompida
Autor: Susanna Kaysen
Editora: Única
Páginas: 190
ISBN: 9788573128628
Nota: 4 Stars (4 / 5)
Onde comprar: Saraiva | Submarino | FNAC | Cultura
Sinopse: "Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas." – Skoob


Um aviso: não se deixe enganar pela capa pink deste livro. A princípio ele dá uma impressão de que se trata de uma trama para pré-adolescentes e adolescentes (pelo menos, se eu não soubesse antes de comprá-lo, teria essa impressão), mas não é bem assim. Garota, Interrompida trata-se de uma autobiografia da própria autora, Susanna Kaysen, ao lidar com sua loucura, tendências suicidas, o sanatório e as pessoas que lá vivem.

Susanna foi internada aos 18 anos, no ano de 1967, por um psicanalista que não conhecia, depois de um diagnóstico de bordeline. Até então, eu não sabia o que era. Depois de uma pesquisa, descobri que é um outro nome para Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), onde a pessoa tem um transtorno que faz com que ela seja instável e aja de maneira impulsiva. Susanna havia feito uma tentativa de suicídio (bem estúpida, na minha sincera opinião), e assim o médico chegou nessa conclusão. Lá no livro tem diversas fichas, que acredito que são baseadas nas cópias originais dela, com dados pessoais, precedentes e estado na hora da internação, que deixaram o livro bem mais dinâmico.

O livro fala bastante sobre a linha tênue entre a sanidade e a loucura, e isso me fez pensar que até os considerados mais "sãos" também tem um pouquinho da insanidade também. Os pensamentos expostos pela autora realmente me fizeram pensar nos conceitos dessas duas palavras antônimas, e talvez ser louco ou não, é só uma questão de opinião.

A partir da minha observação lá no início da resenha, eu disse que a capa poderia dar uma impressão errônea a quem não tem um conhecimento da sinopse. Acho que isso é uma falha da editora, já que o livro original não parece nem um pouco com a versão brasileira. Pra falar a verdade, eu acho a capa nacional bem mais bonita, mas do que adianta comprá-lo pensando que é uma coisa, quando na verdade é outra? Pelo menos eu já comprei muitos livros baseados só na capa, hahaha. Quem nunca? E como achei que o livro é meio "denso" por conta do tema abordado, talvez muitas pessoas acabem se decepcionando ao lê-lo.


Uma das edições estadunidenses do livro.

Apesar da capa, o livro tem seus pontos físicos positivos. Possui páginas amareladas, o que deixa a leitura super confortável. A fonte é bem grande e a margem é ideal, o que contribui para esse fator também. Os capítulos são bem curtinhos, então a leitura fui que é uma beleza. Daí 190 páginas acabam se transformando em menos páginas, na teoria. E assim, dá pra ler bem rápido, apesar de que demorei uns dias por causa que tenho dedicado mais tempo às minhas séries.

E como este livro faz parte do projeto Maratona Literária #EuSouDoidera, uma das coisas que preciso cumprir é escolher uma música que tenha a ver com a obra. Escolhi Madness, do Muse, por motivos que acho que nem preciso explicar, né?

Sei que estou super atrasada com as resenhas e as leituras, mas como disse, fui viajar de última hora e não deu pra me programar 🙁 . Apesar disso, acho que consigo terminar até o terceiro livro, mesmo hoje sendo o penúltimo dia da maratona.

E ah, vocês repararam que as fotos do post estão com uma qualidade melhor? Contei lá no Twitter e no Instagram que na viagem comprei uma Canon T5i, com a lente 18-55mm. Também fiz o pedido da minha 50mm pela internet, e espero que ela chegue logo <3 Então se vocês tiverem alguma pergunta para fazer sobre a câmera e os equipamentos, é só falar!

Resenha: O Livro dos Espelhos, de E. O. Chirovici
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2 comentários
  • Wanila Goularte

    Nunca tinha ouvido falar, mas quero muito ler! Amei sua resenha, o livro parece ser bem interessante e diferente de tudo que já li. Adorei.
    Boa semana =)

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  • Karine

    Oi Cristiane, primeiro queria dar parabens pelo blog e pela resenha, que foi muito boa e fiquei com vontade de ler esse livro. Outra coisa, eu descobri o seu blog através do concurso da capricho, pois fui votar numa blogueira, e acabei votando em você também pois adorei o seu blog. Depois disso não te encontrava mais e do nada lembrei o nome do seu blog e voltei aqui pra comentar 🙂 Bom vou ficar ligadinha no seu blog e espero que você posso visitar o meu http://sorrisocheio.blogspot.com.br/ . Um beiijão ;*

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