O que rolou no show do Coldplay em São Paulo — o melhor show da vida! #AHFODTour

Em 11.05.2016   Arquivado em Música, Pessoal, Viagens

show-coldplay-ahfod-tour-são-paulo-brasil-chris-martin

Confesso pra vocês que encarei a página em branco do WordPress por muito tempo antes de conseguir começar a escrever algo. E antes disso eu ainda estava com uma sensação muito esquisita de “esse show foi real? Eu estava mesmo lá?” que havia começado no momento em que pisei na arena do Allianz Parque — local onde aconteceu o show em São Paulo –, e que persiste em não sair do meu corpo. Talvez seja porque esse foi um dos maiores sonhos da minha vida, se não foi o maior deles. Você que está lendo o post pode até pensar que eu penso pequeno, que deveria ter sonhos maiores. Mas eu venho do interior, onde coisas assim já parecem incríveis e inalcançáveis, principalmente porque essas coisas não são tão acessíveis assim. E principalmente porque meu histórico de vida com a banda é muito marcante para mim, já que cresci ouvindo o som deles, e inclusive a minha decisão de aprender a tocar piano foi por influência da banda.

Bom, preparem-se para um post grande, talvez o maior que esse blog jamais terá. Parece que me empolguei um pouco HAHAH.

Primeiramente: decidi encarar essa aventura sozinha mesmo, até porque não poderia perder essa oportunidade única, principalmente após os boatos de que o banda entraria de hiatus depois dessa turnê :( . Havia combinado com uma amiga da minha turma de nos encontrar lá, mas seria bem difícil porque ela chegaria no local do show quase no horário de início, enquanto eu estaria lá desde manhã e queria entrar na fila o mais cedo possível para conseguir um lugar bom (o que era importante porque havia comprado ingresso pista). Foi minha primeira viagem totalmente sozinha para um lugar praticamente desconhecido, mas apesar disso não fiquei com medo.

Enfim. Saí de casa para o local de encontro onde o micro-ônibus me buscaria para a excursão, e por pouco eu e mais duas amigas que acabei fazendo no local de espera não ficamos para trás. Isso porque a empresa que nos levaria combinou num lugar e ficou esperando em outro, mas enfim. Consegui embarcar, porém uma das meninas foi barrada porque o nome não estava na lista de passageiros, o que nos rendeu quase 1h de atraso para resolver a situação. Acabei fazendo minha boa ação do dia ajudando no problema, e assim começou minha ida em destino à São Paulo.

Cheguei na capital às 9h da manhã, e as ruas perto do estádio já estavam um pouco congestionadas. Também já tinha muitas pessoas esperando na fila para entrar no estádio. Como ainda tinha muito tempo até os portões se abrirem, fui para o shopping que fica logo ao lado matar um tempo e tentar carregar meu celular para registrar momentos do show. Lá acabei encontrando uma amiga da minha cidade que já conheço há muito tempo, e acabamos entrando nessa juntas.

Lá pelas 14h, depois de almoçar, fomos para a fila, que ainda não estava tão grande se comparado ao tanto de pessoas que iriam entrar. Tivemos muita sorte dela estar na sombra, porque estava mais de 30°C e com sol de rachar mamona! Quando era umas 16h30 os portões se abriram, mas não demorou muito até a fila parar de novo, porque adivinhem: o sistema da T4F havia dado problema e assim ninguém podia entrar, já que as catracas não estavam liberadas. Esperamos por muito tempo até chegar nossa vez, mas chegou. Assim que pisei dentro do estádio o frio na barriga veio com tudo. Recebi minha xyloband, aquela pulseira LED que brilha e muda de cor conforme as batidas das músicas, coisa que eu sonhei ter desde ter visto vídeos da Mylo Xyloto Tour. Também ganhei um bottom escrito “Believe in love” :heart:

show-coldplay-ahfod-tour-são-paulo-brasil-palco

Quando pisei no campo eu não consegui acreditar no que estava vendo: o palco montado, o tamanho do estádio (que é maior do que eu imaginava), e principalmente o fato de que eu conseguiria lugar perto da grade e da passarela que sai do palco para ver o show! Será que veria os membros de pertinho? E a minha gastrite atacou com tudo, coisa que não sentia há mais de um ano.

show-coldplay-ahfod-tour-são-paulo-brasil

Acontece que depois de entrar as catracas congestionaram de novo, o que fez com que os shows atrasassem. Nas aberturas teve Tiê — que achei que iria ser demais ver ao vivo, mas acabou me decepcionando um pouco — e Lianne La Havas, uma cantora de Londres e novidade para quase todo mundo que estava lá, mas que surpreendeu demais com seus vocais incríveis e sua habilidade com guitarra (ela trocou de instrumento várias vezes). Acredito que as escolhas para os shows de abertura foram bons, mas poderiam ter sido bem melhores.

show-coldplay-ahfod-tour-são-paulo-brasil-xylobands

Por volta das 21h40 o show que todos estavam ansiosos para ver começou. As luzes do palco acenderam, uma música de ópera desconhecida para mim começou a tocar. E quando os membros apareceram no palco as xylobands tomaram vida e eu tive aquele choque ao ver todas aquelas luzes em minha volta. Olhei no meu pulso esquerdo e minha pulseira também brilhava entre tantos pontinhos de luz no estádio. Eu fiz parte desse momento incrível! Demorei para processar tantas informações que ocorriam de uma vez só: Coldplay finalmente na minha frente, as luzes, as músicas.

show-coldplay-ahfod-tour-são-paulo-brasil-bolas-coloridas

Fiz uma playlist com a setlist oficial do show, que está logo abaixo. Gostei muito das escolhas, mas é claro que para uma fã de longa jornada faltou alguns hits antigos. Meu sonho era ouvir Shiver ao vivo, o que não foi possível, mas no lugar a música escolhida por um fã foi Speed of Sound que eu também adoro, então não fiquei tão triste.

O show foi repleto de explosões de papéis coloridos de diversos formatos que combinavam com as músicas (inclusive peguei uns pra guardar de recordação também hahahah). Teve pó colorido, bolas coloridas, luzes coloridas, animações no telão bem elaboradas, e adivinha, coloridas também, que é o que faz dos shows do Coldplay um dos melhores, e na minha opinião, talvez o melhor. Não é somente algo criado simplesmente pela performance acústica. Também é criado também pela percepção e experiência pessoal de cada pessoa que faz parte. É algo que entretém a todos que estão lá, pois não falta estímulo. Até acho que algumas vezes foi difícil acompanhar tudo o que acontecia em minha volta, mas talvez isso até seja o melhor de tudo, porque você não consegue controlar e prever seus sentimentos.

No meio de A Sky Full of Stars Chris Martin parou a banda e deixou dois casais subirem ao palco, e os homens pediram as suas namoradas em noivado. No meio de um show do Coldplay, pois é! Imagina a surpresa e felicidade das garotas, sortudas demais! Senti uma invejinha boa, mas depois não consegui conter as lágrimas.

Eu era mais um ponto perdido naquela multidão, exatamente no centro do estádio. Não sabia (e ainda nem sei) descrever o que senti durante todo esse show. Talvez seja um mix de uma ansiedade boa, um medo de pensar que jamais voltarei a sentir isso depois, uma felicidade por ter meu sonho realizado, e principalmente: aquele sentimento de incredulidade de que “isso não pode estar realmente acontecendo comigo, não pode ser real”. No momento eu só consigo desejar que o boato de última turnê seja mentira e que este não seja o único show do Coldplay que verei em toda minha vida, pois essa é uma experiência tão incrível que é impossível não querer repetir a dose.

Obrigada, Coldplay, por estes momentos incríveis!

OBS: esse post foi escrito há algum tempo já, porém só consegui finalizá-lo e publicar agora por conta da faculdade :( .

Resenha: Não Conte a Ninguém, de Harlan Coben

Em 19.04.2016   Arquivado em Livros, Resenhas
Livro: Não Conte a Ninguém
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
ISBN: 9788599296516
Onde comprar: Saraiva | Submarino | FNAC | Cultura
Nota: 4 Stars +
Sinopse: “David Beck e sua esposa Elizabeth comemoram o aniversário de seu primeiro beijo quando uma tragédia interrompe o clima de romance: Elizabeth é brutalmente assassinada. O caso acaba sendo resolvido e o assassino, condenado. No entanto, David não consegue superar a morte de Elizabeth. Depois de oito anos, ainda se lembra de todos os detalhes. Mas é no dia do aniversário de morte de Elizabeth que a história realmente começa. Uma estranha mensagem aparece no computador de David, uma frase que somente ele e a esposa conhecem. De repente ele depara com o que parecia impossível – em algum lugar, de alguma maneira, Elizabeth está viva. Ele é advertido para que não conte a ninguém e envolve-se em um sombrio e mortal mistério, sem saber que já está sendo seguido por alguém que o tentará deter antes que descubra toda a verdade. ” – Skoob


não-conte-a-ninguém-harlan-coben

Quatro anos: foi o que levou para que eu finalmente lesse o livro. Ele esteve na minha estante por todo esse tempo, mas na verdade eu nem sei ao certo o motivo pelo qual acabei o ignorando por todos esses anos. Por um lado fico triste de não ter lido Não Conte a Ninguém antes — já que se trata de uma ficção policiar incrível e eletrizante –, porém, por outro lado fico feliz, já que a minha maturidade de hoje com certeza é bem diferente da de quatro anos atrás (época onde não me interessava muito por livros de suspense). Talvez eu não teria o devorado como o fiz, e consequentemente minha opinião fosse totalmente diferente da de agora.

não-conte-a-ninguém-harlan-coben

Não Conte a Ninguém já chama atenção pelo seu título, que inclusive foi o motivo de eu mesma ter o adquirido. É um thriller recheado de tensão, que começa logo em suas primeiras páginas, onde vemos o protagonista, o médico pediatra David Beck, sofrer um ataque durante a comemoração de aniversário de primeiro beijo com sua esposa, Elizabeth, que por sua vez acaba brutalmente assassinada. Oito anos depois policiais acabam descobrindo dois corpos na mesma cena do crime, junto com a provável arma utilizada no ataque do dr. Beck. E na mesma época também recebe uma mensagem muito estranha, que parece que só pode ter vindo de adivinha quem? Sim, sua esposa, Elizabeth. Depois disso mil perguntas começam a pipocar na cabeça do médico, e o livro prossegue com a tentativa árdua de David respondê-las.

Acho que a única coisa que me incomoda um pouco no livro é a sua capa. Talvez seja por isso que acabei deixando ele um pouco de lado — já que não possui um visual muito atrativo — e convenhamos, nós leitores julgamos sim um livro pela sua capa. Acredito que se a editora republicasse o livro com uma arte diferente iria voltar a impulsionar as vendas de Não Conte a Ninguém. Até porque, como já havia comentado, o título por si só já é muito instigante.

não-conte-a-ninguém-harlan-coben-orelha

No geral, posso dizer que gostei bastante dos personagens, principalmente de David, que por ser o principal acaba tendo um psicológico melhor construído, o que é crucial para um thriller. Os outros personagens, apesarem de secundários e com uma descrição não tanto trabalhada, continuam sendo marcantes. Dá para imaginar muito bem como seria se você conhecesse o personagem pessoalmente.

Harlan Coben possui vários livros publicados, porém esse é o primeiro do autor que leio, e também foi seu primeiro romance a entrar para os best sellers do The New York Times. Coben escreve de modo bem fluido, característica que, ao se combinar com a premissa dessa obra, resulta numa coisa certa: você não vai conseguir continuar sua vida enquanto não terminar de lê-lo e desvendar todos seus mistérios. E meus livros preferidos são assim.

O livro já conta com uma adaptação cinematográfica francesa, entretanto li em alguns sites que uma nova adaptação de origem americana pode surgir! Espero poder ler alguma outra obra de Harlan Coben muito em breve :heart: .

Página 1 de 5212345... 52Próximo