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Resenha: A Menina que Colecionava Borboletas, de Bruna Vieira

em Livros, Resenhas
Livro: A Menina que Colecionava Borboletas
Autor: Bruna Vieira
Editora: Editora Gutenberg
Páginas: 152
ISBN: 9788582351222
Nota: 5 Stars +
Sinopse: “Bruna Vieira está cada vez mais longe dos quinze, e sabe que crescer nunca é tão simples. Considerada uma das blogueiras mais influentes do mundo, mais uma vez ela dá vazão ao seu talento como escritora com este seu novo livro de crônicas e pensamentos, em que mostra o quanto amadurecer e conquistar a independência é maravilhoso, mas tem seus desafios e poréns. A garota do interior que usa batom vermelho e que realizou seus maiores sonhos continua inspirando adolescentes de todo o país. Para ela, as páginas deste livro significam o bater de asas das borboletas que colecionou dentro do peito por algum tempo e que agora, finalmente, pode deixar que voem livres por aí.” – Skoob


Enrolei para começar a ler os livros da Bruna Vieira, mas comecei! Engraçado é que eu iniciei pelo último livro publicado pela autora até então, porque fui burra e não pensei em colocar o primeiro livro dela na lista da Maratona Literária. Eu queria mesmo é ler em ordem “cronológica” pra acompanhar o desenvolvimento da escrita dela, que, com certeza, melhorou muito ao longo do tempo. Digo isso porque também sou leitora fiel e antiga do Depois dos Quinze, o blog da Bruna. Adoro!

A Menina que Colecionava Borboletas é um livro repleto de contos, uns baseados na vida da autora e outros não, acredito eu. Com certeza eu me senti “um pouco mais íntima” dela a partir dessas poucas e gostosas 152 páginas, sem contar que me identifiquei com muitas das passagens. Acredito que as garotas que leram o livro também se identificaram, até porque acho que, no final, todas nós também passamos por situações parecidas e pensamos em coisas parecidas em algum momento de nossas vidas.

É incrível como a Bruna Vieira consegue transformar momentos tão simples em frases e trechos tão marcantes. Eu posso dizer que fiquei com vontade de marcar o livro todo de grifa-texto (assim como faço com meus xerox da faculdade), se eu fosse esse tipo de louca assassina com meus livros, hahaha. Enfim, fiquei com muita vontade de colar meus post-it em todas as páginas, e só não fiz isso porque eles acabariam e o livro ficaria todo estranho marcado.

Eu preciso dizer que essa capa é uma das mais lindas que já vi por aí. Até andei cogitando a possibilidade de contatar a ilustradora pra ver se ela toparia fazer alguma ilustração para o blog, de tanto que gostei. Entre alguns contos também há ilustrações com pequenas citações, que ganharam meu coração. Além disso, o livro possui páginas amareladas confortáveis pra ler, fonte grande e margens ideais para a leitura.

Como esta resenha faz parte da Maratona Literária, tenho que escolher a trilha para o livro. A música escolhida foi Fake Plastic Trees, do Radiohead, que inclusive é uma das sugestões de acompanhamento de leitura que tem no final do livro.


É minha primeira resenha de um livro de crônicas, então sejam maleáveis comigo, hahaha. Achei meio complicado falar sobre a obra, até porque depende muito do gosto pessoal de cada um. De qualquer modo, não tem muito mistério: são crônicas, e, portanto, discutem sobre coisas cotidianas, de um jeito especial e que vão te tocar de alguma forma.

Se você já é leitor do Depois dos Quinze e gosta das crônicas de lá, com certeza vai gostar do conteúdo do A Menina que Colecionava Borboletas. Inclusive esse foi o motivo principal que me fez adquirir o livro. Se você não está familiarizado, sugiro que dê uma olhadinha lá pra ver se gosta ;) . De qualquer modo, eu recomendo muito, e até vou deixar ele na minha cabeceira pra ler de vez em quando, porque serve de inspiração pra escrever, hahaha.

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5 coisas para fazer no inverno

em Blogagem coletiva

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Este mês o Rotaroots propôs um monte de temas legais! Um deles é o meme “5 coisas para fazer no inverno”, que resolvi fazer pra vocês hoje.

1. Assistir filmes/séries tomando uma bebida quente

Ultimamente esta é uma das coisas mais comuns que tenho feito ultimamente. Algumas vezes vejo sozinha, debaixo do cobertor quentinho, e outras vezes chamo o namorado pra ver na TV que tem aqui em casa. Nestes momentos não falta Twinings English Breakfast e pipoca amanteigada <3

2. Ler livros

Aproveitando as férias e o friozinho, sempre é bom tirar o atraso das leituras acumuladas. Este ano, por exemplo, acabei de realizar a Maratona Literária, que ajudou um pouquinho a colocar essa fila gigante de livros que tenho pra andar.

3. Dormir até o dia ficar menos frio

Se tem uma coisa que odeio demais é ter que acordar cedo num dia frio. Pior ainda se tiver que sair de casa! Fico super mau humorada (é só eu mesmo?). Sorte que parte do inverno cai durante as férias, daí as pessoas sofrem menos com esse meu problema hahaha. Continuar dormindo até o dia ficar menos frio (moro no sul do país) me faz sentir muito bem <3 E se estiver soterrada por muitos cobertores e edredons, melhor ainda! *OBS: eu normalmente faço isso em qualquer época do ano.

4. Desenterrar as peças de inverno

Tá certo que quando tá frio de trincar os dentes eu prefiro mesmo é de me vestir como boneco da Michelin, já que odeio passar frio, e quando passo, chego ao ponto de ficar bem chata. Mas quando a temperatura está razoável, gosto de pensar e caprichar um pouco nos looks que visto. Adoro jaquetas de couro, meias-calças, sobretudos, gorrinhos, etc <3 Tudo que não dá pra usar quando está quente!

5. Tomar sopas

Eu adoro sopas, e no frio eu me entupo delas! Minha mãe faz umas bem gostosas e nutritivas. Inclusive consegue colocar quinoa no meio sem que fique com gosto, o que é ótimo pra mim. Pra quem não sabe, quinoa é um grão repleto de proteínas, e que tem um gosto incrivelmente horrível! Sério! Além isso, eu amo aquelas sopinhas de sachê, tipo Vono. Minha favorita é a de batata com carne <3

E vocês, o que gostam de fazer no inverno?

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Resenha: Garota, Interrompida, de Susanna Kaysen

em Livros, Resenhas
Livro: Garota, Interrompida
Autor: Susanna Kaysen
Editora: Única
Páginas: 190
ISBN: 9788573128628
Nota: 4 Stars
Sinopse: “Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Keysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era logo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é sanidade? Garotas interrompidas.” – Skoob


Um aviso: não se deixe enganar pela capa pink deste livro. A princípio ele dá uma impressão de que se trata de uma trama para pré-adolescentes e adolescentes (pelo menos, se eu não soubesse antes de comprá-lo, teria essa impressão), mas não é bem assim. Garota, Interrompida trata-se de uma autobiografia da própria autora, Susanna Kaysen, ao lidar com sua loucura, tendências suicidas, o sanatório e as pessoas que lá vivem.

Susanna foi internada aos 18 anos, no ano de 1967, por um psicanalista que não conhecia, depois de um diagnóstico de bordeline. Até então, eu não sabia o que era. Depois de uma pesquisa, descobri que é um outro nome para Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), onde a pessoa tem um transtorno que faz com que ela seja instável e aja de maneira impulsiva. Susanna havia feito uma tentativa de suicídio (bem estúpida, na minha sincera opinião), e assim o médico chegou nessa conclusão. Lá no livro tem diversas fichas, que acredito que são baseadas nas cópias originais dela, com dados pessoais, precedentes e estado na hora da internação, que deixaram o livro bem mais dinâmico.

O livro fala bastante sobre a linha tênue entre a sanidade e a loucura, e isso me fez pensar que até os considerados mais “sãos” também tem um pouquinho da insanidade também. Os pensamentos expostos pela autora realmente me fizeram pensar nos conceitos dessas duas palavras antônimas, e talvez ser louco ou não, é só uma questão de opinião.

A partir da minha observação lá no início da resenha, eu disse que a capa poderia dar uma impressão errônea a quem não tem um conhecimento da sinopse. Acho que isso é uma falha da editora, já que o livro original não parece nem um pouco com a versão brasileira. Pra falar a verdade, eu acho a capa nacional bem mais bonita, mas do que adianta comprá-lo pensando que é uma coisa, quando na verdade é outra? Pelo menos eu já comprei muitos livros baseados só na capa, hahaha. Quem nunca? E como achei que o livro é meio “denso” por conta do tema abordado, talvez muitas pessoas acabem se decepcionando ao lê-lo.


Uma das edições estadunidenses do livro.

Apesar da capa, o livro tem seus pontos físicos positivos. Possui páginas amareladas, o que deixa a leitura super confortável. A fonte é bem grande e a margem é ideal, o que contribui para esse fator também. Os capítulos são bem curtinhos, então a leitura fui que é uma beleza. Daí 190 páginas acabam se transformando em menos páginas, na teoria. E assim, dá pra ler bem rápido, apesar de que demorei uns dias por causa que tenho dedicado mais tempo às minhas séries.

E como este livro faz parte do projeto Maratona Literária #EuSouDoidera, uma das coisas que preciso cumprir é escolher uma música que tenha a ver com a obra. Escolhi Madness, do Muse, por motivos que acho que nem preciso explicar, né?

Sei que estou super atrasada com as resenhas e as leituras, mas como disse, fui viajar de última hora e não deu pra me programar :( . Apesar disso, acho que consigo terminar até o terceiro livro, mesmo hoje sendo o penúltimo dia da maratona.

E ah, vocês repararam que as fotos do post estão com uma qualidade melhor? Contei lá no Twitter e no Instagram que na viagem comprei uma Canon T5i, com a lente 18-55mm. Também fiz o pedido da minha 50mm pela internet, e espero que ela chegue logo <3 Então se vocês tiverem alguma pergunta para fazer sobre a câmera e os equipamentos, é só falar!